
Aumento salarial, novas viaturas, armas mais modernas, aumento do efetivo e recuperação da autoestima do policial paranaense. Essas foram algumas das medidas adotadas pelo governador Requião e pelo secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, desde o início deste governo, em 2003. O trabalho que o Estado vem fazendo na área de segurança foi reconhecido nacionalmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Segundo levantamento da entidade divulgado no último ano, o Paraná é o Estado que mais investiu em informação, inteligência e defesa civil e o segundo que mais investiu em policiamento em todo o Brasil. Os dados são calculados de acordo com as informações recebidas da Secretaria do Tesouro Nacional.
“Esta foi a primeira vez na história do Paraná que a segurança pública foi encarada com seriedade através da elaboração de um plano estadual, com metas a serem atingidas a curto, médio e longo prazos. Colocamos em prática o que havia sido prometido: dar prioridade para transformar a segurança pública no Paraná”, disse Delazari.
Os salários dos policiais civis e militares tiveram aumentos significativos do início do governo até agora. Tanto que hoje, os salários pagos aos policiais civis do Paraná, estão entre os melhores do país e o dos policiais militares é o terceiro melhor do Brasil.
Em média, o acréscimo na folha de pagamento para policiais civis foi de 51%, de 2003 para 2009, sem contar com a gratificação técnica – 20% sobre o salário-base oferecido para os servidores antigos, que se formaram em curso superior ao longo da carreira. Um escrivão e um papiloscopista de 4ª classe, que recebiam pouco mais que R$ 1.300,00, hoje recebem uma média de R$ 2 mil. O investigador de 5ª classe recebia, em 2003, R$ 1.236 e hoje recebe de R$ 1.845 a R$ 2 mil. Um delegado que, em 2003, recebia R$ 6 mil, hoje recebe R$ 9.599,63.
Já na Polícia Militar, para os soldados de primeira classe, por exemplo, o aumento salarial de 2002 (gestão anterior) a 2009 chegou a 204%. Em 2002, o salário inicial para o soldado de 1º classe era de R$ 706,29 e em 2009 ele saltou para R$ 2.149,27. Um policial que ocupa o cargo de primeiro-tenente, hoje recebe R$ 4.805,21 com gratificação técnica. Em comparação com 2002, quando ele recebia R$ 1.968,85, houve um aumento de 145%.
INVESTIMENTOS – Boa parte do orçamento estadual vem sendo utilizado para se investir em segurança pública. Em seis anos de governo já foram investidos R$ 205.680.908,00 na compra de novos equipamentos (viaturas, armas, coletes balísticos), na reciclagem e capacitação dos policiais e em grandes operações de combate à criminalidade. Este valor é quase o dobro do que foi investido em segurança na gestão anterior, que dedicou apenas R$ 106.989.017,00 nesses itens.
“Estamos trabalhando ininterruptamente para ampliarmos a qualidade na Segurança Pública do Paraná. O Governo do Paraná tem cumprido seu papel de reequipar as polícias”, disse o secretário.
Foram compradas 4.400 novas viaturas para auxiliar no trabalho das polícias civil, militar e científica do Paraná. Além das viaturas, outros veículos de última geração também foram e continuam sendo adquiridos pelo governo para realização do policiamento ostensivo e atendimento à comunidade. A polícia militar, por exemplo, está prestes a receber 20 motos Harley Davidson, que serão entregues ao Batalhão de Polícia Rodoviária da Polícia Militar (BPRv), para escolta, patrulhamento e policiamento ostensivo.
O Instituto de Criminalística é outra unidade que melhorou consideravelmente seu atendimento devido à aquisição de 36 viaturas. Na gestão anterior, o Instituto contava com apenas cinco viaturas locadas. Já o Corpo de Bombeiros, apenas em 2008, teve investimentos de quase R$ 18 milhões em compra de novas viaturas. Foram 74 novos veículos comprados entre viaturas tipo tanque resgate, viaturas com hidrantes químicos, camionetes, ônibus, etc.
Para garantir a eficiência do trabalho policial, diversas armas também foram compradas ao longo desses seis anos. Ao todo, são 16.874 novas armas, a maioria delas pistolas ponto 40 que substituíram os revólveres calibre 38, usados nos anos anteriores.
Para proporcionar mais proteção ao policial, o governo do Paraná comprou, desde 2003, 20.148 novos coletes à prova de balas. “Essa é uma vantagem para o policial, que se sente mais seguro e para a população, que confia mais em sua polícia e sabe que ela é bem equipada”, afirmou o comandante do Policiamento da Capital, coronel Jorge Costa Filho.
Muito também foi investido para adequar os locais de trabalho das polícias do Paraná. Apenas em reformas dos prédios das polícias Militar, Civil e Científica, o governo gastou quase R$ 15 milhões.
SEGURO DE VIDA – Novos e modernos equipamentos, armas, locais adequados de trabalho refletem no rendimento e na autoestima do policial. Mas além disso, este governo quis também recuperar a importância que o policial representa para a sociedade. Por isso, este governo instituiu um seguro de vida para o policial de R$ 100 mil, a ser pago em caso de morte em serviço, e R$ 50 mil no caso de invalidez.
MODERNIZAÇÃO – A modernização nas estruturas da polícia do Paraná também foi um aspecto marcante neste governo. O Instituto de Identificação, por exemplo, está passando por um processo intenso de melhorias em sua aparelhagem e condições de trabalho. Tudo para melhorar as condições de trabalho da polícia, o que reflete diretamente no atendimento à população. A Secretaria da Segurança Pública está investindo mais de R$ 9 milhões para modernizar o Instituto de Identificação e agilizar as emissões de carteiras de identidade. Além disso, o Paraná já está criando um banco de dados digital para modernizar o processo de investigações de crimes.
Já o Instituto Médico Legal, outro órgão que vem sofrendo grandes mudanças, tem programado, apenas para este ano, R$ 18 milhões para serem investidos. No planejamento, estão a construção de oito novas sedes, a reforma de outras três e a compra de novos equipamentos no valor de R$ 600 mil. Outra grande mudança promovida no Instituto é o acesso irrestrito à internet. Atualmente, todos os IMLs do Paraná têm acesso, inclusive com sistema interligado de intranet. Cada sede ganhou pelo menos uma máquina nova e a maioria funciona com a tecnologia wireless.
CONTRATAÇÕES – Nunca se contrataram tantos policiais quanto nos últimos seis anos na história do Paraná. Só em 2009, vão para as ruas pelo menos 829 policiais civis que já começaram os treinamentos ou entram em processo de formação nos próximos meses. Para a Polícia Militar, já foram contratados 4 mil, e para o Corpo de Bombeiros 480 homens e mulheres. Isto sem falar nos 200 auxiliares de carceragem e nos 205 atendentes do 190 que possibilitaram que mais policiais fossem às ruas, em vez de realizar trabalhos administrativos.
Existe ainda o concurso da Polícia Científica, que abriu, inicialmente, 35 vagas, mas serão chamados cerca de 130 profissionais, que agora aguardam a nomeação. As contratações completam 6.400 pessoas novas, trabalhando para a segurança pública no Estado desde 2003.
CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL – Os treinamentos ofertados pela Escola Superior de Polícia Civil (ESPC) também são constantes. Só em 2008 foram ofertadas 5.907 vagas em cursos de aperfeiçoamento, formação e capacitação. Desde 2006 acontece o treinamento permanente de uso legal de arma de fogo, ofertado para todos os policiais civis que se interessarem.
Com aulas práticas e teóricas, o curso visa aperfeiçoar as técnicas de tiro, com treinamentos inclusive no interior do Estado. Em 2007, a ESPC foi mais longe e promoveu um curso para os policiais paranaenses em parceria com o FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, chamado “Da cena do crime ao perfil do criminoso”, para traçar perfil de vítimas de assassinos em série.
FERRAMENTAS – O Geoprocessamento – Mapa do Crime – é uma das mais modernas ferramentas no combate à criminalidade implantada pelo Governo do Paraná. Através de um banco de dados, informatizado e on-line, são registradas todas as ocorrências criminais que acontecem no Estado.
Todas elas são “jogadas” em um mapa permitindo visualização imediata dos locais e horários onde mais acontecem determinados tipos de crime. Este mapa serve como uma importante ferramenta para a elaboração de um planejamento inteligente, ágil e eficiente de combate à criminalidade, seja na prevenção como na repressão.
Além disso, o Geoprocessamento permite aos chefes das polícias, ao secretário da Segurança e ao governador do estado acompanhar o rendimento do trabalho policial. O projeto foi desenvolvido pelas secretarias do Planejamento e da Segurança Pública, com o apoio de outros órgãos do governo: Copel, Detran, Ipardes e Celepar.