As frequentes quedas de energia em áreas rurais voltaram a ser motivo de preocupação no Oeste do Paraná. O tema foi debatido durante uma assembleia da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), que reuniu prefeitos e representantes de instituições para cobrar melhorias no serviço prestado pela Copel.
Segundo os gestores municipais, produtores rurais têm registrado prejuízos recorrentes por causa das interrupções no fornecimento de energia elétrica, especialmente em atividades que dependem de equipamentos ligados de forma contínua.
Um dos casos citados durante o encontro foi o do produtor Paulo Michelon, do município de Tupãssi. Na última semana, ele perdeu mais de um milhão de tilápias após uma queda de energia que comprometeu o funcionamento dos equipamentos responsáveis pela oxigenação dos açudes.
A reunião foi a primeira oportunidade para que o produtor pudesse relatar diretamente o ocorrido aos representantes da Copel e buscar esclarecimentos sobre o problema.
Durante a assembleia, o gerente regional da Copel, Carlos Eduardo Galina, afirmou que parte das ocorrências está relacionada ao aumento da carga na rede elétrica sem comunicação prévia por parte de alguns produtores, além da interferência de vegetação nas linhas de transmissão.
A companhia informou ainda que está criando um canal específico de atendimento voltado aos produtores rurais. Segundo o gerente, em situações de falta de energia, principalmente quando não há condições climáticas adversas, o religamento do sistema não deve demorar.
Outra medida anunciada pela empresa é a antecipação de algumas obras de melhoria na rede elétrica para reduzir as falhas registradas em diferentes regiões.
Mesmo com as explicações apresentadas, a Amop informou que continuará cobrando providências e pretende encaminhar as reclamações à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela regulação do setor no país. Prefeitos da região afirmam que a cobrança seguirá até que haja melhorias efetivas no fornecimento de energia no meio rural.





