A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (3), uma operação em Paranacity, no noroeste do Estado, para desarticular um esquema criminoso que teria causado um prejuízo de aproximadamente R$ 2,3 milhões a uma empresa do ramo agroflorestal.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além do bloqueio, sequestro e arresto de bens e valores dos investigados.
Após cerca de um ano de investigações, a PCPR indiciou sete pessoas, sendo três funcionários da empresa e quatro fornecedores. Eles responderão por crimes como estelionato, furto qualificado, apropriação indébita, falsidade ideológica, crimes tributários, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo a investigação, o esquema funcionou entre 2019 e 2025 e era liderado por uma ex-coordenadora financeira da empresa. Ela é suspeita de manipular a emissão e o lançamento de notas fiscais superfaturadas ou referentes a produtos e serviços que nunca foram entregues, burlando os controles internos da empresa.
A auditoria e as investigações também identificaram compras fictícias de insumos, faturamento irregular de autopeças e serviços mecânicos destinados à empresa do marido da principal investigada, além de despesas inexistentes com combustíveis.
A quebra do sigilo bancário revelou uma evolução patrimonial incompatível com a renda dos envolvidos. Conforme a Polícia Civil, foram identificadas aquisições de diversos veículos e a retenção de aproximadamente R$ 700 mil em cheques pertencentes à empresa.
As investigações apontaram ainda a participação de duas assistentes administrativas, responsáveis por lançar as notas fiscais fraudulentas e ceder contas bancárias para ocultar a movimentação financeira. Outros prestadores de serviço também teriam participado de repasses e triangulações de recursos.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar o possível envolvimento de outras empresas e fornecedores no esquema.





