A operação mobiliza cerca de 100 policiais civis, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, de um helicóptero e de cães farejadores. São cumpridos 57 mandados judiciais em Maringá, Sarandi, Praia de Leste, no Paraná, e Franco da Rocha, em São Paulo.
Entre as ordens estão 21 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 14 de busca e apreensão, 16 medidas de bloqueio de contas bancárias e uma ordem de sequestro de veículo.
As investigações duraram aproximadamente um ano e começaram após a prisão de pessoas envolvidas na distribuição de drogas em Sarandi. A partir das diligências, a PCPR identificou uma estrutura responsável pelo abastecimento e pela comercialização de entorpecentes em Maringá e Sarandi, inclusive por meio de entregas na modalidade delivery.
Segundo a polícia, o grupo tinha divisão de tarefas, com lideranças, fornecedores atacadistas, responsáveis pelo armazenamento e fracionamento das drogas, distribuidores, entregadores e operadores financeiros.
Além do investigado que mora em Londres, outro fornecedor apontado como integrante importante da organização reside em Praia de Leste, no litoral paranaense.
A apuração também identificou pessoas que disponibilizavam contas bancárias para movimentar valores provenientes do tráfico, em operações com indícios de ocultação da origem ilícita do dinheiro.
A PCPR ainda apontou possíveis vínculos entre o grupo e uma organização criminosa de atuação nacional. Um dos investigados que deram origem às apurações é sobrinho de um homem apontado como liderança dessa organização no Paraná, cujo paradeiro seria o Paraguai.
As medidas de bloqueio financeiro e patrimonial buscam atingir os recursos que sustentariam as atividades criminosas e dificultar a reorganização do grupo. A operação conta com apoio do Ministério Público nas investigações.





