O juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Região Metropolitana de Curitiba, acatou a denúncia contra o ex-marido da gerente de banco Tatiana Lorenzetti, morta a tiros na saída da agência em que trabalhava, em Curitiba, e mais três pessoas.

Todos respondem por feminicídio qualificado pela promessa de recompensa, por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima, e se tornaram réus no processo. O juiz também decretou a prisão preventiva de todos eles.

O advogado que defende Moisés, Dr. Igor José Ogar discorda da decisão. “Em absoluto do recebimento da denúncia vou demonstrar por ocasião não só da instrução processual, mas já por ocasião da defesa inicial nos autos que Moisés não merece ser sequer processado“, afirmou o advogado.

Consoante informações do processo, o ex-companheiro da vítima vinha planejando a execução da mesma a tempos, tendo inclusive contratado outras pessoas que não levaram a efeito o crime. Moisés em nenhum momento teve qualquer participação ativa tanto no planejamento quanto na execução, que, segundo é transparente nos autos, foi efetivamente promovida pelos outros acusados. Moisés a nenhum momento teve qualquer domínio de fato ou circunstância que mostrasse ser essencial sua ação para que o homicídio ocorresse, sendo também evidente dos autos que, com ou sem ele, a morte ocorreria, como ocorreu. A própria dinâmica dos fatos registrada nos autos denota que Moisés foi excluído da participação no delito pelo qual não merece ser processado“, finalizou o advogado.

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