COE promove curso de para forças especiais de todo Brasil

O Comando e Operações Especiais (COE), do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), formou 17 policiais (militares e civis) de 13 estados no II Curso de Ações em Ambientes Verticais (CAAV), que poderão atuar como instrutores e operadores. O evento aconteceu no Quartel do Comando Geral, na tarde desta sexta-feira (04/10), em Curitiba, na Capital do Estado, após 125 horas de curso.

Segundo o Comandante do BOPE, tenente-coronel Rui Noé Barroso Torres, este é um curso pensado para capacitar, não só os policiais militares do Paraná, mas também de outros estados. “O Paraná hoje é um referencial, em ações dessa natureza (ambientes verticais), e o compartilhamento de informações é que constrói esse aprendizado, de forma equilibrada e técnica”, disse o coronel Barroso.

De acordo com o Coordenador do curso, capitão Floresvaldo de Oliveira Damaceno, a capacitação tinha uma carga horária prevista de 110 horas, porém ao final foram contabilizadas 125 horas intensas de treinamentos. “Foram muitas horas dedicadas, tanto dos alunos, quanto dos professores e esperamos que o próximo curso seja ainda melhor, pois com essa integração das polícias do Brasil todo faz com que sejamos ainda mais fortes”, explicou o capitão Damaceno.

AÇÕES EM AMBIENTES VERTICAIS – A atividade em altura é uma especialidade do COE há mais de 25 anos e é uma ferramenta essencial de aproximação para retomada e dominação de locais de difícil acesso, seja em ocorrências de crises policiais ou ações e operações em áreas hostis e com terrenos irregulares. O curso teve como propósito, compartilhar e desenvolver conhecimentos, treinar habilidades e identificar atitudes, competências essas fundamentais às atividades em ambientes verticais.

Os 17 policiais entraram no espaço destinado a eles demonstrando os conhecimentos adquiridos. Eles ficaram em uma sala no primeiro andar do prédio do BOPE e, quando foram anunciados, desceram de forma coordenada e sob o olhar atendo e admirado dos militares estaduais, familiares e outros espectadores.

O tenente Rodrigo Bandeira dos Santos já é integrante do COE e, após ser designado para a área de altura, teve a oportunidade de fazer parte da segunda turma do curso. “Nós tivemos ótimos instrutores, que são referências no Brasil todo, que já viajaram para vários estados oferendo cursos semelhantes”, contou. “Hoje estamos tendo a oportunidade de nos especializarmos em mais uma área, dentro da segurança pública, e agora estamos aptos a difundir a doutrina do COE pelo Paraná e pelo país”, complementou o tenente Bandeira.

“Estou no BOPE desde 2015 e desde o ano passado estou no COE e desde que entrei nesta unidade tinha interesse em fazer o curso, pois me identificava com o ambiente vertical. E nessas duas semanas, o mais interessante foi compartilhar com outros estados essa experiência, participando de uma padronização para o Brasil inteiro”, contou o soldado da PM do Paraná, Fabio Vinicius Vitorino Ferreira.

O CURSO

Os 17 alunos foram submetidos a um extenso conhecimento teórico e a muitas horas de treinamentos, além de rigorosas provas e testes em disciplinas como: Histórico do Rapel Tático, Certificação de Materiais, Nós e Ancoragem, Técnicas de Rapel, Sobrevivência em Meio Vertical, ações Helitransportadas, entre outras.

Participaram do II Curso de Ações em Ambientes Verticais policiais militares do Mato Grosso (MT), Sergipe (SE), Rio Grande do Sul (RS), Ceará (CE), Minas Gerais (MG), Alagoas (AL), Rio Grande do Norte (RN), Pernambuco (PE), Amazonas (AM), Goiás (GO), Santa Catarina (SC), Tocantins (TO) e Paraná (PR). Também se fez presente um policial civil do Grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE) da Polícia Civil do Paraná.

Um dos policiais que aproveitaram a oportunidade e veio de outro estado para participar do curso do COE foi o cabo do BOPE de Pernambuco, Carlos Alberto de Amorim Junior. Segundo o cabo, esse é um conhecimento que se leva para a vida toda e que participar de uma instrução em um estado que é referência Nacional, faz com que esqueça que está longe de casa.

“Como aluno eu tive uma experiência muito gratificante, pois além de aprimorar e refinar as técnicas aprendidas, também contar com os relatos dos colegas de diversos estados, e suas peculiaridades”, finalizou o cabo Amorim.

Ao final do evento, as caveiras do COE se reuniram para fazer a oração da unidade. Com uma fumaça vermelha e bombas jogadas ao fundo, os militares estaduais agradeceram e pediram proteção a Deus. Após, todos se abraçaram e aproveitaram a conquista de mais um sonho.

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