A prisão de um criminoso de 30 anos investigado por uma série de furtos de veículos em Curitiba gerou um grande debate sobre a sensação de impunidade enfrentada pelas forças de segurança e pela população. O caso chama atenção não apenas pela quantidade de crimes atribuídos ao marginal, mas pela rapidez com que ele voltou a delinquir mesmo após sucessivas abordagens policiais e medidas judiciais. Segundo a Polícia Civil, o indivíduo é investigado por pelo menos dez furtos recentes de veículos em bairros como Centro, Centro Cívico, São Lourenço e Bigorrilho. Os automóveis eram levados para regiões de Almirante Tamandaré e Itaperuçu, onde acabavam desmontados.
No dia 18 de maio, ele já havia sido preso em flagrante logo após furtar um veículo no Centro de Curitiba. Mesmo assim, voltou às ruas. Em 2 de junho, foi novamente encontrado conduzindo um carro com alerta de furto. Como resultado, a Justiça determinou o monitoramento por tornozeleira eletrônica. A expectativa era de que a medida impedisse novas ações criminosas.
Porém, segundo a investigação, cerca de 3 horas após colocar o equipamento, no dia 3 de junho, o indivíduo já teria furtado outro veículo nas proximidades do Tribunal de Justiça do Paraná. Houve acompanhamento policial, mas ele conseguiu escapar. Menos de 24 horas depois, no dia 4 de junho, o homem voltou a agir. Desta vez, furtou outro automóvel no bairro Alto da Glória. Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, que já monitoravam seus passos, conseguiram localizá-lo e prendê-lo em flagrante cerca de duas horas após o crime.
O caso revoltou policiais envolvidos na investigação. Para eles, a sequência de ocorrências demonstra que medidas cautelares e prisões anteriores não foram suficientes para interromper a atividade criminosa do suspeito, que acumula mais de 12 antecedentes por furtos e receptação de veículos.
A situação também levanta questionamentos sobre a efetividade de algumas medidas aplicadas a criminosos reincidentes. Mesmo monitorado eletronicamente e com um extenso histórico criminal, o investigado teria continuado praticando furtos em série, colocando novamente em risco o patrimônio da população.
Agora, a expectativa das autoridades é que a nova prisão interrompa uma sequência de crimes que, segundo a própria investigação, parecia não ter fim.





