Curitiba, 24 de Junho de 2020. BOPE faz cerimônia em homenagem póstuma a policiais que faleceram em combate. - Soldado Fernando Chauchuti

O Batalhão de Operações Especiais (BOPE) prestou uma homenagem póstuma aos policiais da unidade que faleceram em serviço. O evento aconteceu na manhã desta quarta-feira (24/06) no pátio do batalhão em comemoração ao Dia Nacional do Policial e do Bombeiro Militar.

De acordo com o Comandante do 1º Comando Regional da PM (1º CRPM), coronel Hudson Leôncio Teixeira, esse é um momento de reflexão. “Hoje nós paramos um momento para relembrar os amigos que perdemos em combate e aumenta a nossa responsabilidade em prestar um bom serviço para que tenha válido a pena que esses policiais tenham perdido a vida em prol da sociedade”, disse.

Durante a solenidade, foi prestado um gesto simbólico àqueles que morreram em serviço e os policiais presentes prestaram sentido e apresentar armas. Logo em seguida, os militares presentes retiraram a cobertura (a boina) e fizeram um minuto de silêncio em memória aos colegas de fardas.

“Hoje um minuto de silêncio não é apenas um silêncio, é um minuto de questionamento, que você para pra pensar o que realmente vale a pena na nossa vida”, complementou o coronel Hudson.

Para o Comandante do BOPE, major Márcio Antônio Machado, o policial militar é treinado para diversas situações, mas quando se trata da perda de um companheiro é impossível não sofrer. “Hoje nós estamos homenageado, não só os policiais militares que tombaram em combate no Paraná, mas em todo o país e nada mais que justo fazer essa singela homenagem”, explicou.

Durante o seu discurso, o major Machado se emocionou ao relembrar dos companheiros de farda que tombaram em serviço. “Toda vez que chego no BOPE e vejo esse memorial, me recordo de cada um deles que dedicaram a sua vida à Instituição. Sempre que me deparo com a foto do sargento Wellington Matos, lembro que somos homens e mulheres, que por destino, escolha ou por acaso abraçamos uma das melhores profissões”, disse.

“Agradecemos as famílias que doaram o seu pai, o seu marido, o seu filho para essa valorosa profissão que é ser policial militar, pois nós sabemos o horário que vamos sair de casa, mas não sabemos que hora, ou se vamos retornar para a nossa família”, finalizou o major Machado.

O Pastor da Igreja Metodista e responsável pela Pastoral da PMPR, capitão da Reserva Remunerada Paulo Jovelino Quinelato Júnior, lei uma passagem da bíblia de 2º Timóteo versículo 1 ao 8, onde no versículo sete pode se ler “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”. “Essas palavras são um encorajamento para nós que ficamos e que continuamos trabalhando, porque nós, como policial militar, temos que continuar a missão, pois nós não temos uma profissão nós vivemos um chamado”, disse.

Desde o ano de 2017, no dia 24 de junho é comemorado o Dia Nacional do Policial e Bombeiro Militar. A data remete ao dia 24 de junho de 1997, em que o cabo Valério dos Santos Oliveira, de 36 anos, foi atingido por uma bala perdida durante um protesto da Polícia Militar de Minas Gerais por melhores condições de trabalho e salários em Belo Horizonte.

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