Foto: Isabella Mayer/SMCS

Mais um ano sem poder comemorar com os curitibinhas por causa da pandemia da covid-19, a girafa Pandinha, que nasceu e vive no Zoo de Curitiba, completa 32 anos neste sábado (1/5). Não tem festa, mas a data não pode passar em branco, já que ela continua sendo a girafa mais velha do Brasil e é a quarta mais velha do mundo. Na natureza, um animal da espécie vive cerca de 15 anos.

Para marcar a data, mesmo em petit comité, a equipe de Educação Ambiental do Zoo vai promover uma série de atividades de enriquecimento ambiental para a aniversariante exercitar seus comportamentos naturais. Pandinha vai ganhar uma mesa com bolo de folhas e frutas, além de tubos e caixas com folhas e frutas.

Longevidade

Pandinha nasceu em 1989, é filha de Pacheco e Mandinha e um dos animais preferidos dos visitantes. As girafas mais velhas que a Pandinha ficam em Colombo (Sri Lanka) e em Fort Wayne e Tucson (Estados Unidos). Os dados são do studbook internacional da espécie, um livro de registro que contém informações genealógicas sobre os animais, que tem como responsável a pesquisadora Laurie Bingaman Lackey, da World Association of Zoos and Aquariums (WAZA) e da European Association of Zoos and Aquaria (EAZA).

A explicação para a longevidade, de acordo com a gerente-técnica do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna, da Secretaria do Meio Ambiente, Vivien Midori Morikawa, está no tratamento constante e multidisciplinar que ela recebe da equipe.

“Todos os animais do Zoo dispõem de abrigo, recebem alimentação de qualidade e balanceada, passam por cuidados médicos regulares, sejam eles preventivos ou tratamentos de saúde, e estão livres de predadores. Além disso, há maior enfoque na criação de habitats e ambientes sociais e interativos para que sejam mais felizes e menos estressados”, completa Vivien.

Tudo isso garante o bem-estar dos animais e contribui para os trabalhos de conservação das espécies e de Educação Ambiental.

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