(Foto: Sindarspen/Divulgação)

Após mais um dia em que os policiais penais do Paraná ficaram sem respostas quanto ao pagamento das promoções atrasadas, o Governo do Estado afirma que nesta terça-feira (31), apresentará uma proposta para o SINDARSPEN.

Nesta segunda-feira (30), agentes de várias cidades do estado lotaram a frente do Palácio Iguaçu com suas famílias para chamar atenção do poder público e da sociedade para a exclusão da categoria nas promoções autorizadas pelo governador Carlos Massa Jr. A mobilização dos trabalhadores foi realizada na mesma hora em que o chefe da Casa Civil, Guto Silva, havia agendado uma reunião com o sindicato. O encontro, porém, foi desmarcado na hora e, horas depois, remarcado para amanhã.

Nos últimos dias, o governador anunciou a promoção de servidores de várias carreiras, incluindo os policiais penais (segundo o governador, seriam 1.251), porém, não falou como se dará essa promoção diante do impasse vivido por esses servidores há 3 anos.

Os policiais penais, antes chamados de agentes penitenciários, integram o Quadro Próprio do Poder Executivo (QPPE), cuja promoção só acontece a cada dez anos. Cerca 30% da categoria atingiu esse tempo em 2018, porém, até o momento, isso não foi pago porque as vagas dessa carreira estão distribuídas em três classes, só sendo possível ascender para a próxima se houver vaga nela.

A solução já apontada inúmeras vezes pelo SINDARSPEN está na redistribuição do QPPE. Atualmente, 60% delas estão na classe III, 20% na classe II e 20% na classe I, havendo um nítido gargalo no acesso à classe II.  Para dar efetividade para a promoção anunciada pelo governador, é preciso que ele assine um decreto permitindo essa redistribuição. Segundo informações já repassadas inúmeras vezes pelo titular da SESP, Coronel Rômulo Marinho, a pasta já tem os recursos para fazer o pagamento.

Embora para esta terça não haja nenhum ato programado, o SINDARSPEN ressalta para a necessidade de os servidores seguirem em alerta para os comunicados da entidade. A luta há de continuar enquanto o governo não pagar o que deve aos servidores.

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