O prefeito Eduardo Pimentel e o governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentaram nesta segunda-feira (14), no Palácio Iguaçu, o projeto do Novo Viaduto do Orleans, sobre a BR-277, em Curitiba. A obra é considerada uma das principais intervenções de mobilidade para a região oeste da capital e busca solucionar um antigo gargalo entre Orleans, Santa Felicidade e Campo Comprido.
O projeto prevê a construção de um segundo viaduto, paralelo ao atual, ligando a Avenida Vereador Toaldo Túlio à Rua Professor João Falarz e fazendo a transposição da BR-277. Também estão previstas mudanças nas alças de acesso à rodovia, a continuidade da Rua Monsenhor Boleslau Falarz e a abertura de uma nova via paralela à Toaldo Túlio, formando um sistema binário.
A construção do viaduto será executada pela Ecorodovias, com investimento de R$ 45,2 milhões, como parte de um acordo judicial firmado com o Governo do Paraná. A Prefeitura de Curitiba vai investir outros R$ 40 milhões, por meio do PRO Curitiba, sendo R$ 25 milhões em infraestrutura e R$ 15 milhões em desapropriações.
O projeto básico foi elaborado pelo Ippuc. Com a nova estrutura, os dois viadutos deverão operar em sentidos organizados, com três faixas para cada direção, ampliando a capacidade de tráfego e melhorando a distribuição dos veículos.
A Prefeitura também ficará responsável por um binário de aproximadamente 2,1 quilômetros, com abertura e requalificação de trechos viários. A intenção é criar uma alternativa para quem chega pela BR-277 e precisa acessar Curitiba, inclusive antes do Parque Barigui.

Segundo Eduardo Pimentel, a intervenção é resultado da articulação entre Prefeitura, Governo do Estado, órgãos de controle e iniciativa privada e deve resolver um problema que se arrasta há décadas. A previsão apresentada é de 18 a 24 meses de obras, com planejamento para reduzir impactos no fluxo da BR-277.
Ratinho Junior destacou que o viaduto atual foi construído na década de 1970, quando o volume de veículos e a ocupação urbana eram diferentes. Os estudos para a solução começaram em 2023. A expectativa do governo é que, cumpridas as etapas necessárias, as obras possam começar no início do próximo ano.





