Mãe do João Pedro, a beneficiária Meyrielli Garnica descobriu o tumor no início da pandemia, em abril, e fez todo o tratamento e deu à luz pela Clinipam; 62% das mulheres querem esperar fim da pandemia para exames, aponta Ibope

Neste mês de Outubro Rosa, é reforçada a necessidade de prevenção ao câncer de mama. Uma pesquisa realizada pelo Ibope e pela Pfizer, divulgada nesta segunda (05), traz um dado alarmante: 62% das mulheres estão esperando a pandemia acabar para retomar consultas médicas e exames de rotina. A pesquisa foi feita com 1.400 mulheres a partir dos 20 anos e mostra que o índice é ainda mais alto a partir dos 60 anos, chegando a 73% das mulheres.

Na Clinipam, empresa do Grupo NotreDame Intermédica (GNDI), todas as mulheres acima de 40 anos de idade devem realizar a mamografia anual e, a partir dessa consulta com o ginecologista, fazer os exames de imagem nas unidades da rede. No retorno, os ginecologistas fazem o rastreamento para garantir que tudo esteja na normalidade. “Caso exista qualquer dúvida ou alteração nos exames, as mulheres são direcionadas para nós, os mastologistas, que fazem a investigação e orientação do que for necessário”, diz o Dr. Cleverton Cesar Spautz, médico mastologista da Clinipam.

Paciente descobriu o tumor no último mês de gestação

A história da Meyrielli Garnica, mãe do João Pedro, é uma das muitas histórias de superação do Centro Clínico Oncológico da Clinipam, localizado no Centro de Curitiba. Aos oito meses de gravidez, em abril deste ano, ela começou a sentir incômodos na mama direita e foi se consultar. Com histórico na família – a mãe já havia tratado um câncer de mama quando tinha por volta de 35 anos de idade – o receio era grande.

“Quando fui me consultar, vindo do obstetra, uma médica me disse para ser forte. Foi um momento desesperador e que me preocupou, principalmente, pelos meus filhos. Os exames iniciais constataram que o tumor estava, praticamente, em toda a mama direita e em um estágio avançado”, conta ela.

A quimioterapia, no entanto, não poderia ser realizada imediatamente por conta da gestação. Por isso, foi feita uma solicitação para antecipar o parto do bebê, que seria realizado com 36 semanas. Então, no dia 24 de abril, João Pedro veio ao mundo e, o melhor, com saúde. Infelizmente, por conta da quimioterapia, ela não pôde amamentar o recém-nascido.

“Foi um momento muito difícil, a partir dali, não poder amamentar o meu bebê. Talvez o mais difícil”, relata ela. “Assim como o pré-natal, que fiz com a Clinipam, fui muito ajudada desde o início durante o tratamento de quimioterapia pelos oncologistas e, principalmente, pelo Dr. Cleverton”.

Essa relação de humanização do tratamento, aponta o mastologista, foi fundamental na recuperação da paciente, que no dia 25 de setembro fez a última sessão de quimioterapia, já com a remissão do tumor constatada.

“Todos os pacientes que fazem quimioterapia têm baixa imunidade e, independente da idade e comorbidades, se tornam grupo de risco para a covid-19. Tivemos esse cuidado com a Meyrielli em todas as etapas aqui na Clinipam”, avalia ele, que reforça: “de maior risco do que uma infecção por covid-19 é o atraso de um diagnóstico para o tratamento do câncer de mama”.

Superação e gratidão após o tratamento

Hoje, Meyrielli se sente vitoriosa, justamente, por ter uma trajetória de superação de inúmeras adversidades: em meio a uma pandemia, teve um parto saudável; durante a quimioterapia, contou com o apoio da mãe – também em tratamento de uma metástase. Agora, ao fim da quimioterapia, se sente mais tranquila em poder ter o João Pedro nos braços, já com a remissão completa do câncer na mama direita indicado pelos exames de controle. Com a confiança renovada ela está muito otimista para o seguimento do seu tratamento que terá a cirurgia como próximo passo.

“É como um dia de sol depois de muita chuva”, reflete ela. “O conselho que tenho a dar é: não espere para fazer os exames. O autoexame foi o que me ajudou a constatar algo estranho, e o risco é muito grande. Hoje, me sinto vitoriosa ”.apoio da mãe – também em tratamento de uma metástase. Agora, ao fim da quimioterapia, se sente mais tranquila em poder ter o João Pedro nos braços, já com a remissão completa do câncer na mama direita indicado pelos exames de controle. Com a confiança renovada ela está muito otimista para o seguimento do seu tratamento que terá a cirurgia como próximo passo.

“É como um dia de sol depois de muita chuva”, reflete ela. “O conselho que tenho a dar é: não espere para fazer os exames. O autoexame foi o que me ajudou a constatar algo estranho, e o risco é muito grande. Hoje, me sinto vitoriosa”.

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