A operação é realizada em conjunto com o Ministério Público do Paraná e conta com o apoio das polícias Militar e Penal do Paraná, além das forças de segurança de Santa Catarina e São Paulo. São cumpridos 95 mandados de prisão e 120 de busca e apreensão. A Justiça também autorizou a quebra de sigilo bancário e o acesso aos dados de aparelhos eletrônicos apreendidos.
No Paraná, as diligências ocorrem em 20 municípios, incluindo Curitiba, Piraquara, Cascavel, Guarapuava, Pato Branco e Francisco Beltrão. Também há ações em Abelardo Luz, em Santa Catarina, e São Carlos e Cotia, em São Paulo.
A investigação começou em Clevelândia, no Sudoeste do Paraná, após a apuração de crimes violentos atribuídos ao grupo, como tortura, cárcere privado e ameaças contra pessoas acusadas de desobedecer às regras da organização ou de possuir dívidas relacionadas ao tráfico.
Segundo a PCPR, a investigação revelou uma estrutura criminosa que operava de dentro de presídios, de onde partiam ordens para integrantes que atuavam nas ruas de diversas cidades. A organização transportava e armazenava drogas, controlava pontos de venda e negociava grandes quantidades de cocaína, crack e maconha.
Dentro das unidades prisionais, o grupo mantinha uma estrutura hierárquica própria, com integrantes responsáveis por fiscalizar regras e aplicar punições. Celulares e roteadores eram utilizados para manter a comunicação com colaboradores externos.
Lavagem de dinheiro
A investigação também identificou movimentações financeiras realizadas por familiares e terceiros, com transferências via PIX, depósitos fracionados e saques rápidos para dificultar o rastreamento dos valores. Uma empresa de fachada teria sido utilizada para receber pagamentos relacionados a cargas de drogas, com registros em planilhas de controle financeiro.
A operação busca desarticular a organização, identificar seus integrantes e aprofundar a investigação sobre o tráfico, os crimes violentos e a movimentação financeira do grupo.





