Foto; PMPR

Os soldados Felipe Emidio de Lima e João Felipe Alexandre Ferreira, do 17º Batalhão de Polícia Militar (17º BPM), não sabiam que o plantão de domingo (29/03) seria inesquecível. Atuantes em São José dos Pinhais, eles foram os “anjos da guarda” do pequeno Miguel, de 15 dias de vida, que se engasgou com leite materno e quase veio a óbito se não fosse a agilidade dos policiais militares em fazer a manobra de Heimlich.

A dupla policial ainda não tinha passado por uma situação semelhante, e marcou a carreira da equipe. “Acredito que seja mais fácil lidar com outras ocorrências mais perigosas, foi uma responsabilidade enorme atender essa ocorrência, acho que fomos uma ferramenta de Deus e estávamos na hora e no lugar certo”, disse o soldado F. Lima.

A primeira ocorrência da dupla de policiais do dia foi logo cedo, mas nada animadora: o acionamento era para atender um caso de morte natural de uma idosa. Após os procedimentos e os devidos encaminhamentos, eles já estavam de volta à rua para o patrulhamento e seguiram para a região central da cidade, onde a missão era permanecer em ponto-base no cruzamento da Rua XV de Novembro com a Rua Scharfenberg, conforme o planejamento da 1ª Companhia do batalhão para reforçar a presença da PM na região.

O maior desejo do soldado F. Lima era que o dia fosse tranquilo e que ele e seu companheiro de viatura pudessem voltar para casa em paz. Porém, o que eles não esperavam é que logo estariam em uma situação de angústia. Há alguns metros do local onde faziam o policiamento, Rafael Luiz Eberle da Cruz e a esposa, Caroline de Andrade Garcia, estavam em apuros com o pequeno Miguel, já sem respirar. Sem saber como salvar o menino, entraram no carro e saíram em busca de ajuda.

Os policiais perceberam que um VW Fox estava em alta velocidade e o motorista buzinava sem parar. Quando a equipe se aproximou para ver o que estava acontecendo, se deparou com a mãe em desespero, segurando o pequeno Miguel desfalecido, e contou que ele tinha se engasgado com o leite materno. Os soldados rapidamente verificaram que o bebê estava em uma situação grave, com falta de ar.

O soldado Felipe, de imediato, pegou a criança nos braços e começou a fazer a manobra de Heimlich. O soldado F. Lima deu apoio e ajudou a retirar o leite das vias aéreas do bebê. Com o procedimento parte do líquido saiu e Miguel começou a dar sinais de recuperação. Os policiais colocaram a família na viatura e foram rapidamente para o Hospital São José. “A nossa preocupação era ele voltar a respirar, na primeira manobra ele expeliu o leite e voltou com uma respiração ofegante, foi aí que colocamos todos na viatura e continuamos a massagem”, explica o soldado Felipe.

Na chegada a unidade hospitalar, o atendimento rápido da equipe de enfermagem foi importante para a rápida recuperação de Miguel. Para o pai do bebê, ele nasceu de novo, graças aos policiais militares. “Digo isso porque o choro dele ao voltar a respirar foi o mesmo de quando nasceu, realmente foi inesquecível”, disse Rafael.

Após o susto, os policiais militares voltaram a reencontrar Miguel e a família nesta semana. A visita foi emocionante. Aonde antes havia choro e angústia, naquele momento havia muita alegria e gratidão pela vida salva.

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