Foto: Pixabay

Nesta terça-feira (23) a Prefeitura de Curitiba mandou retirar doze outdoors que defendiam o tratamento precoce contra a Covid-19, que estavam espalhados pela cidade.

Segundo informações, os outdoors foram instalados há menos de 10 dias e foram encomendados por empresários da capital em apoio a Associação Médicos Pela Vida que defende o tratamento precoce.

A propaganda pelo tratamento precoce vai contra o que as principais autoridades de saúde do mundo afirmam, além de ser irregular.

O Ministério Público citou o Código de Ética Médica que determina que é proibido divulgar tratamentos ou descobertas que ainda não sejam reconhecidos cientificamente por órgão competente.

Ainda na terça-feira (23) a Associação Médica Brasileira, divulgou um boletim condenando o uso de medicamentos como a cloroquina no tratamento do coronavírus. No boletim a associação relatou “infelizmente, medicações como hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e colchicina, entre outras drogas, não possuem eficácia científica comprovada de beneficio no tratamento ou prevenção da Covid-19, quer seja na prevenção, na fase inicial ou nas fases avançadas dessa doença, sendo que, portanto, a utilização desses fármacos deve ser banida”.

Já o Conselho Regional de Medicina do Paraná informou que toda prescrição médica deve ser individualizada e que somente um médico poderá diagnosticar e tratar a doença.

A Prefeitura de Curitiba, por meio de nota, citou os argumentos do Ministério Público e ainda afirmou que os próprios fabricantes dos medicamentos utilizados no tratamento precoce da Covid-19 reconhecem que estes não são indicados para este fim.

Já a Associação Médicos Pela Vida e os empresários dos outdoors disseram que repudiam a decisão da prefeitura e que existe patrulhamento ideológico e perseguição.

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