(Foto: Acervo Pessoal)

Conheça a história da influenciadora digital que é diariamente acusada de crimes que não cometeu. São tantas reclamações que já fazem parte da rotina. A criadora de conteúdo digital, Mariana Fregulia, se acostumou a receber uma quantidade tão expressiva de falsas acusações que ficou inviável até mesmo acionar a polícia na maior parte dos casos. “Todos os dias abro minhas mensagens do Instagram e tem pessoas mandando mensagens e dizendo que foram enganadas” conta a influenciadora, conhecida nas redes como @maari_posa. Tratam-se de perfis fakes que se utilizam das fotos dela para aplicar golpes.

Linda, carismática e famosa, Mari se tornou um alvo desejado para criminosos de todos os tipos. Hoje, ela tem 23 anos, porém os ataques começaram quando ela tinha apenas 14.

Em 2013, após criar uma conta no ask.fm e ganhar visibilidade, as fotos dela se espalharam pela rede em centenas de perfis fakes: “naquela época existiam muitos perfis fakes, inclusive perfis no Facebook e sites de “doação de fotos para fake”! Começaram a usar fotos e meu nome para criar perfis que fingiam ser eu, sem minha permissão” desabafa.

Nas primeiras aparições dos fakes, Mari denunciava. Porém, após ganhar algumas batalhas, ela perdeu a guerra: “Eles ficavam cada vez maiores e eu precisava fazer vídeos diariamente no ask provando que eu era a verdadeira”, completa. O problema é que essas contas se multiplicaram e agora já não é mais possível rastrear as origens delas.

Com as ações criminosas nas redes, Mari passou a vivenciar situações difíceis as quais não criou. “Meses atrás uma mulher veio me acusar de ter roubado o irmão dela no Mercado Livre”, dentre outros detalhes que ela descreve: “o fake usou minha foto e meu nome para criar um perfil no site, comprou um produto de R$200,00 e depois disse à plataforma que não havia recebido o produto. O valor foi estornado pelo site ao golpista. Assim que soube, tentei ajudar, a vítima foi à delegacia, mas foi informada que nada poderia ser feito”, revela Mari.

Dos mais simples aos mais sofisticados golpes, Mari cansou de ver suas imagens sendo utilizadas e até modificadas por bandidos. Em uma das situações mais constrangedoras, ela contou ao Plantão 190 que homens foram enganados com os perfis falsos: “os fakes mandam fotos e vídeos pornográficos de outras pessoas com a mesma cor de cabelo e pele, cortando a cabeça e falando que sou eu nas imagens”. Ela relatou também que alguns usuários dessas redes sociais foram enganados há anos, mas até a hoje seguem mandando mensagens: “tem esse rapaz que desde 2015 me manda poemas de amor e me chama do apelido que ele havia dado para o fake. Já expliquei umas 30 vezes que aquela pessoa não sou eu!”. Até o relacionamento da Mari já foi abalado pelas contas criminosas, pois os fakes entraram em contato com o namorado dela, citando inverdades. “Sorte que ele sabe dos perfis fakes”, confessa aliviada.

Outra história complicada vivida por Mari foi quando uma mãe de um adolescente de 16 anos a abordou, relatando que um fake mantinha um relacionamento com o garoto por quase 1 ano. “Ele pediu aos pais para comprar uma passagem para visitá-la em Minas Gerais”, revela e conta que foi ao desconfiar e encontrar o perfil verdadeiro de Mari que a mãe verificou a história e a mentira caiu por terra.

A influencer também já ficou sabendo de mulheres que criaram perfis para abordar os próprios namorados na rede “para testar a fidelidade” nos relacionamentos.

Para dar uma aparência de veracidade, os fakes se especializaram. No prejuízo ficaram a família e os amigos de Mari, que também se tornaram alvos dos criminosos. Desde abordá-los para tirar informações, até a criação de outros perfis para simular a rede de contatos dela, as estratégias são diversas: “chegam a criar perfis dos meus amigos e dos meus familiares para manterem a imagem e para as vítimas não estranharem”, lamenta.

Existem perfis recorrentes, como o que utiliza o nome de Camila Carter e se diz médica veterinária: “denuncio às plataformas, os perfis são retirados, mas como ela mantém contato com as vítimas pelo WhatsApp, logo retorna com outros perfis para continuar enganando as pessoas”. Mas não é sempre que Mari consegue rastrear de qual perfil vem o ataque: “elas estão mais espertas e me bloqueiam nas redes sociais. Não consigo acessar e nem denunciar”.

Sobre as providências tomadas pelos administradores das redes sociais, ela se sente desamparada por “principalmente, o Instagram (um dos canais mais afetados) não dar nenhum apoio neste sentido. Já tentei diversas contatá-lo para verificar minha conta e nada”.

Assim como outras pessoas que passam por esse tipo de problema, Mari colecionaria BO.s, a menos que as plataformas oferecessem mecanismos mais eficazes na detecção de fakes. Apenas uma ação judicial seria capaz de obrigar as redes sociais a bloquearem esse tipo de ação criminosa. Sobre justiça? Ela não sabe o que esperar: “ao mesmo tempo que gostaria que essas pessoas sejam punidas, penso que pra fazer algo assim elas já devem estar sofrendo… então realmente não sei!”. A influencer diz que sente raiva e se sente prejudicada com a atuação dos fakes que tanto afetam a sua imagem, porém faz um apelo mais abrangente: “eles deveriam ter mais empatia, não só comigo, mas também com as pessoas que eles enganam!” finaliza.

As redes oficiais da Mari são:
Instagramhttps://www.instagram.com/maari_posa/
Facebookhttps://www.facebook.com/mariana.fregulia.7
Twitter https://twitter.com/maari_posa
Tiktokhttps://www.tiktok.com/@maari_posa

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