Nesta quarta e quinta-feira (14 e 15), socorristas que trabalham no Siate, Samu, concessionárias e aeronaves que realizam atendimento aeromédico passaram sufoco tentando conseguir vaga nos dois hospitais de Curitiba que recebem vítimas de acidentes de trânsito, traumas, ferimentos por arma branca, arma de fogo, acidentes de trabalho entre outros.

De acordo com um socorrista que não quis se identificar, apenas o Hospital Cajuru e Trabalhador estão recebendo essas vítimas, porém na tarde de ontem, ambos estavam funcionando em vaga 0. Para quem não entende, vaga 0 é quando a emergência do hospital está lotada sem possibilidade de atender mais ninguém. A única opção é, ou o paciente aguarda dentro da ambulância ou aguarda na maca da ambulância dentro do hospital, até conseguir receber o atendimento emergencial. Neste tempo a ambulância fica “baixada”, que significa que ela fica parada sem poder atender outras ocorrências. Esse tempo em que as ambulâncias estão ficando baixadas nos hospitais varia de 1 a 2 horas.

O problema é grave e já acontece há anos em Curitiba, porém durante a pandemia o problema se agravou, estando os hospitais em vaga 0 durante vários dias.

Nesta quinta-feira a situação permaneceu da mesma maneira, Hospital Cajuru e Trabalhador operando em vaga zero e com vários acidentes graves sendo registrados, um deles no Contorno Norte envolvendo um motociclista atendido pela aeronave do BPMOA e outro na BR-277 no km 70 em que ambas as vítimas foram encaminhadas em estado gravíssimo ao Hospital Cajuru.

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