A segurança rodoviária é uma questão essencial no mundo inteiro. Uma empresa australiana apresentou uma solução que pode facilitar muito a vida de quem dirige à noite: uma tinta para pintura das faixas das rodovias, que, durante a noite, apresenta fotoluminescência. Depois de passar o dia todo sob a luz do sol, os elementos da tinta emitem uma luz esverdeada durante à noite, um fenômeno semelhante ao de alguns tipos de brinquedos que brilham no escuro.

A empresa também destaca que, além de rodovias, a tinta que brilha no escuro poderá ser usada em faixas de pedestres, ciclovias, cruzamentos e em outras aplicações que necessitem de mais segurança para o tráfego noturno.
Segundo a empresa, os principais benefícios da tinta que brilha no escuro são o aumento da visibilidade; as marcas são visíveis em locais sem iluminação; além da economia de energia.

Já no Brasil, a realidade é diferente. Faixas de segurança, como o próprio nome diz, são sinalizações fundamentais para garantir que o pedestre atravesse a rua em segurança. Devem servir como “ilhas” de proteção ao lado mais frágil do trânsito. O Código de Trânsito Brasileiro dispõe, no artigo 71, que “o órgão ou a entidade com circunscrição sobre a via deve manter, obrigatoriamente, faixas e passagens de pedestres em boas condições de visibilidade, higiene, segurança e sinalização”.

Da mesma forma, faixas contínuas apagadas em rodovias contribuem para o risco de acidentes de trânsito – uma realidade que infelizmente ocorre em todo o território nacional. O artigo 90 do Código de Trânsito Brasileiro diz que “não serão aplicadas as sanções previstas neste Código por inobservância à sinalização quando esta for insuficiente ou incorreta”.

Além dos riscos de acidentes, também podem causar ao motorista uma infração por ultrapassagem proibida, que pode render 7 pontos na CNH, além de ser uma infração gravíssima, com multa no valor de R$ 1467,35.
E no Brasil, será que funcionaria uma tinta que brilha no escuro em rodovias? O que você acha  a ideia?

Com informações de Walber Pydd, advogado especialista em trânsito da CWB Multas. Saiba mais clicando aqui.

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