Pioneira na área de inovação e tecnologia no Brasil, Londrina será uma das primeiras cidades do país a implantar a tecnologia 5G. A partir de julho de 2021, um polo experimental será implantado como projeto-piloto na área da sede da Embrapa Soja, no distrito rural de Warta, região onde a nova tecnologia passará a ser testada para ampliar a produtividade nas lavouras e estimular o setor produtivo.

O anúncio foi feito após reuniões realizadas em Brasília, na tarde desta quarta-feira (26), com a presença da deputada federal Luísa Canziani, do ministro das Comunicações, Fábio Faria, e da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Correa da Costa Dias, além do Chefe-Geral e pesquisador da Embrapa Soja em Londrina, Alexandre Nepomuceno. Também participaram o senador Davi Alcolumbre e a chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Carina Rufino.

A deputada federal Luísa Canziani foi articuladora da inclusão de Londrina em uma iniciativa do Ministério das Comunicações, que selecionou 20 cidades brasileiras para a implantação de testes oficiais de 5G. Oito delas, incluindo Londrina, receberão o projeto-piloto voltado especificamente para áreas rurais. No polo a ser criado na Embrapa, a abrangência do sinal de 5G alcançará um raio de 5 km, incluindo a parte urbanizada do distrito de Warta, podendo se estender, em seus picos, até um raio maior de 10 km.

Conforme a deputada federal, Londrina teve a confirmação de que ganhará a segunda antena de telefonia 5G do Brasil, que integrará o projeto-piloto. “Os equipamentos para viabilizar o projeto de 5G serão instalados, a partir de julho deste ano, na abrangência da Embrapa Soja, instituição que é uma das grandes referências em pesquisa, inovação e tecnologia em agropecuária. Londrina já é conhecida por sua vocação em inovação e como uma cidade preparada para o futuro. Este projeto renderá ótimos frutos para a expansão e valorização do ecossistema que engloba os segmentos de agronegócio, ajudando a aprimorar a conectividade e a produtividade”, destacou.

O Chefe-Geral da a Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, frisou que a intenção é implantar um campo experimental estratégico, como uma espécie de “fazenda inteligente”. “O projeto beneficiará o trabalho de produtores rurais, modernizando processos de pesquisas e soluções em uma região que comporta várias instituições, cooperativas, empresas, incluindo projetos com atuação da UEL e outras universidades. Com tecnologia 5G, será possível aprimorar ferramentas e desenvolver softwares para melhorar e ampliar a conectividade nas áreas rurais, por exemplo. Ali, na região de entorno, temos referências importantes, além da Embrapa, como a Bela Agrícola, Grupo Don Mario, Integrada e Cocamar, entre outras, que poderão usufruir do projeto, além do Aeroporto 14 Bis, utilizado por empresas de aviação agrícola. Essa referência inicial também será ótima para futuras implantações de 5G em Londrina. A cidade só tem a ganhar”, apontou.

Nepomuceno ainda citou que, dentre as possibilidades, a alta performance do modelo 5G, com mais conectividade e intensidade de tráfego, deve colaborar com a criação de sensores mais potentes para a captação de informações e dados, e o melhoramento de sistemas de processamento e gerenciamento. Segundo ele, a coleta em tempo real, com tecnologia de ponta, servirá para realizar simulações de lavouras mais precisas e eficazes, propiciando benefícios para os produtores rurais e responsáveis pelas logísticas conseguintes.

E o secretário municipal de Governo, Alex Canziani, ressaltou que um dos motivos de o município ter sido escolhido foi a implantação, em Londrina, do primeiro Polo de Inovação Agro do Brasil, junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A instalação ocorreu em 2019, com articulação da deputada Luísa Canziani. “Além da tradição de Londrina no segmento tecnológico, essas credenciais recentes colocaram a cidade em destaque e apta a participar de um projeto dessa grandeza. O sinal de internet em 5G será de fundamental importância para modernizar a produção rural e estimular pesquisas que beneficiarão toda a região de Londrina, devido ao imenso potencial que possui e à amplitude que oferece. Teremos muitos benefícios, com novas iniciativas e possibilidades, abrindo um vasto leque de ações para impulsionar, ainda mais, o município”, comentou.

Região escolhida – O distrito de Warta é um dos oito distritos administrativos do município de Londrina, localizado a aproximadamente 30 km da centro urbano. É considerada uma das melhores regiões de terra roxa do país. A região é um celeiro de produção de alimentos, com módulos rurais de distintos tamanho. De acordo com o Censo Agropecuário do Paraná (2017), a média típica para a região é de 52 hectares por propriedade. Dados do último censo agropecuário (2010) apontam uma população de 1.555 habitantes no distrito, e uma densidade populacional de 61,23 habitantes por quilômetro quadrado.

Corredor de inovação tecnológica – Além de produtores rurais, a região do Distrito de Warta abriga um corredor de empresas de alto impacto no desenvolvimento e transferência de tecnologias para o agronegócio.

Destaca-se na região, a fazenda experimental da Embrapa Soja, uma área de 350 hectares, onde são desenvolvidas as pesquisas que dão sustentação técnica ao sistema de produção de soja no Brasil.

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