Foto: Fran Cordeiro

Mesmo em meio à pandemia, data deve ser lucrativa. Para vender bem, é preciso planejar e usar meios digitais no impulsionamento das ações

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Varejistas de Shopping (Alshop), o Dia das Mães é uma das datas mais lucrativas para o comércio brasileiro. Todos os anos, as taxas de sucesso da data se repetem e, na perspectiva dos comerciantes, os números são positivos: de acordo com pesquisa contratada pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), 53% dos empresários entrevistados têm a expectativa de estabilidade ou melhoria nas vendas.

Com as medidas de isolamento social, neste ano, uma tendência é que o Dia das Mães seja mais digital. Da mesma forma, as promoções para atrair clientes e as compras dos presentes devem acontecer, majoritariamente, pela internet. No mundo digital, a expectativa é de crescimento de 18% nas vendas online em relação ao ano passado. No Paraná, segundo o levantamento da Faciap, pelo menos 62% dos empresários entrevistados investiram na contratação de entregadores/delivery, em comunicação e em vendas online. Investimentos que poderão refletir positivamente agora, oferecendo segurança, comodidade e conforto aos clientes interessados em presentear neste Dia das Mães.

Em Londrina, norte do Estado, a proprietária de uma loja de roupas, Patricia Telo, está otimista. Segundo ela, a expectativa é de pelo menos igualar as vendas do ano passado. Em 2020, o País já enfrentava a pandemia neste período do ano, porém, as pessoas ainda tinham uma reserva para as compras.

“As pessoas não estão comprando presentes caros, mas sim uma lembrança, e é aí que levamos vantagem, pois temos um ticket médio de presente de valor menor”, afirma.

Segundo a consultora do Sebrae/PR, Mariana Carvalho, tanto Patricia quanto Ademara seguiram caminhos positivos. Afinal, de acordo com ela, para ter sucesso nas vendas do Dia das Mães, muito mais que criar promoções e descontos, é preciso entender as necessidades dos clientes.

“Já existem pesquisas que indicam que quando o valor de um produto e/ou serviço representa até 5% da renda mensal do consumidor, a compra é feita quase que sem objeções. É preciso se atentar a isso, mapeando o público, entendendo o que eles podem procurar no período, quanto eles faturam e como será feita a oferta para o cliente”, aconselha a consultora.

Mas se mesmo com tudo isso, as vendas do Dia das Mães não representarem sucesso absoluto, ainda pode haver solução. Para a consultora, a partir do momento em que o empresário percebe que as vendas não seguiram como o esperado, é preciso recalcular a rota. Se não houver tempo hábil para isso, observar o mercado é o segredo.

“Se as suas vendas não foram bem-sucedidas, lembre-se: as de alguém conseguiram ir além das expectativas. Por isso, é hora de observar o que o concorrente fez que pode ter dado certo e planejar rituais para não depender apenas das datas comemorativas. Se for uma loja de acessórios e confecções, por exemplo, é indicado que o comerciante aproveite os picos de estação e crie eventos, desfiles virtuais, promoções e ações para envolver os clientes e criar um relacionamento estável para que, quando houver necessidade de compra, eles lembrem da sua empresa”, pondera Mariana.

Ainda de acordo com a consultora, outra dica importante é planejar com antecedência. Passado o Dia das Mães, já é hora de pensar no Dia dos Namorados – sempre com bastante tempo para que o planejamento proporcione uma execução positiva.

“Os planejamentos devem iniciar pelo menos 30 dias antes da data comemorativa, pensando no público, nos produtos ou serviços que poderão ser oferecidos de forma diferenciada, nos canais de divulgação e nas estratégias para fazer com que o cliente faça as compras sem objeções”, finaliza Mariana.

Neste ano, segundo outra projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)/Fecomércio PR, o Dia das Mães promete ser mais promissor para o varejo brasileiro e deve movimentar R$ 12 bilhões em todo o País. No Paraná, a estimativa é de que a segunda data mais importante do comércio injetará R$ 820 milhões na economia do Estado. Mais de 51% dos presentes devem ser de até R$ 100,00. O tíquete médio aumentou 10% em relação ao ano passado.

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