Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.

Doença extremamente contagiosa não tem tratamento específico e a única forma de prevenção é a vacina; boatos, descuido e até crise econômica foram motivadores do retorno do vírus

O Paraná passou a fazer parte da estatística do surto de Sarampo, uma doença extremamente contagiosa – e que havia considerado erradicada do Brasil pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2016, após um ano sem registrar nenhum caso. Apenas em 2019, já foram registrados quase 1,4 mil casos no país, a maior parte deles em São Paulo.

“Infelizmente, não há um tratamento específico ao Sarampo e o melhor controle continua sendo a prevenção, por meio da vacina”, explica a pediatra do Hospital IPO, Priscila Amorim. “Essa é uma doença potencialmente perigosa transmitida pela dispersão de partículas virais pelo ar, na fala, tosse e espirros”, explica. A enfermidade é potencialmente letal e pode causar diversas complicações que levam a cegueira, retardo no crescimento e alterações neurológicas. Os principais sintomas do Sarampo são a febre alta – superior a 38,5 ºC; tosse; coriza; conjuntivite; e exantema (vermelhidão na pele que começa no rosto e progride para o resto do corpo).

Priscila relata que dados da OMS apontam que, em 2017, ocorreram mais de 21 mil casos da doença na Europa. No ano seguinte, foi emitido um alerta aos países das Américas sobre o risco de uma epidemia. “Na Venezuela, por exemplo, há impacto por conta da falta de vacinação. Em outros lugares – onde há campanhas e vacinas disponíveis – acabamos sofrendo pelo descuido dos pais com o calendário vacinal. Com a onda recente de fake news, há teorias conspiratórios que também desmotivam algumas pessoas a se vacinar”, pontua.

A única forma de prevenção contra o Sarampo é a vacina, distribuída em toda a rede pública. A recomendação é que pessoas entre 1 e 29 anos de idade tenham registro de pelo menos duas doses da vacina após um ano de idade, já as pessoas de 30 a 49 anos devem ter registro de uma dose da tríplice viral em carteirinha. Já os profissionais de saúde de qualquer idade, devem, ter registro de duas doses da vacina tríplice viral após um ano de idade.

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