Uma ceia para 300 pessoas, com direito a sobremesa, presentes, Papai e Mamãe Noel, árvore de Natal, músicas temáticas e distribuição de um item indispensável: máscaras. Assim foi, nesta quinta-feira (24/12), a véspera de Natal das pessoas em situação de rua que frequentam a unidade de atendimento da Fundação de Ação Social (FAS) na praça Plínio Tourinho, no Rebouças.

Para atender às exigências sanitárias de distanciamento social, os participantes foram divididos em grupos. A orientação era que todos higienizassem as mãos com álcool em gel e só tirassem as máscaras para comer.

Voluntários pela mesa solidária

A confraternização foi idealizada pelo projeto Mesa Solidária, que há um ano reúne órgãos públicos municipais e grupos de voluntários empenhados em oferecer refeições de qualidade a quem, por alguma razão, não tem onde morar ou saiu de casa. Para garantir a ceia de véspera de Natal – a sétima refeição completa patrocinada pelos participantes da ação neste fim de ano – 13 entidades se juntaram à FAS e a Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN).

“Foi a primeira vez que tivemos tantos grupos de voluntários atuando ao mesmo tempo, para um só evento, numa sinergia incrível”, observou a gerente da SMSAN, Morgiana Kormann. Atuaram ao lado dos dois órgãos vinculados à administração municipal os grupos Super Amigos Solidários, Kobe, Fazer o Bem Sem Olhar a Quem, Gastromotiva, Marmita Solidária, Magia Solidária, Luz no Caminho, Ágape Church,  Terreiro Vovó Benta,  Caminhoneiros do Bem, Alimentando Corações, Irmandade Santa Casa e Rotary Club.

Espírito de Natal

Membro do grupo Marmita Solidária e do Bees (abelhas, em inglês) do Bem, Allan Johan ajudou a preparar arroz colorido – um dos itens da ceia, que também incluiu lombo de porco, salpicão e maionese, entre outras delícias.

“Esse é o verdadeiro sentido do Natal: estar presente para fazer a diferença na vida das pessoas que realmente precisam da nossa ajuda”, resumiu.

Entre os convivas estava Rafael Maciel Rosa, que foi para as ruas depois de romper com a família e, há três dias, descobriu as vantagens de pernoitar na Casa de Passagem Plínio Tourinho. “Lá e aqui (no Mesa Solidária) é como uma casa pra mim. Não conhecia e estou gostando muito”, avaliou.

Rosa contou ser escultor autodidata e admirador do prefeito e xará, Rafael Greca.  “Eu quero muito voltar a ter condições de esculpir e dar um trabalho meu pra ele. E eu vou conseguir”, disse o rapaz, usando uma máscara com a palavra fé e um coração impressos.

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